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Tipos de corrimento na gravidez: o que é normal e o que é sinal de alerta?

Saiba interpretar as cores, texturas e frequência dos corrimentos durante a gestação para entender quando - e se - é necessário se preocupar

Close-up of torso of young pregnant model sitting on the bed and touching her belly. Future mom expecting baby on her second trimester relaxing at home. Maternity concept

A gestação é um período de transformações intensas, em que cada mudança no corpo pode gerar dúvidas e inseguranças nas futuras mamães. Entre as queixas mais frequentes nos consultórios está o aumento das secreções vaginais. Afinal, o corrimento na gravidez é normal ou sinal de que algo está errado?

Para esclarecer essas nuances e trazer mais tranquilidade durante o pré-natal, a Dra. Luciana Tannus, Médica Ginecologista e Obstetra, explica como interpretar as cores e texturas dos diferentes tipos de corrimento. Confira!

É normal ter corrimento na gravidez?

Sim, é normal, desde que algumas características sejam observadas. “O corrimento normal não coça, não arde, não causa dor na região durante o sexo, não tem odor a ponto de incomodar, é claro ou transparente e tem textura fluida ou similar à clara de ovo crua”, esclarece a Médica Ginecologista e Obstetra Luciana Tannus. 

O mais importante, tanto para gestantes como para quem não está grávida, é saber identificar as diferenças entre os tipos de secreção, e, se necessário, tomar os cuidados adequados.

Que tipos de corrimento podem ocorrer ao longo da gestação – e quando se preocupar?

Corrimento “clara de ovo” na gravidez

É o muco cervical comum, que pode ficar mais abundante em certos períodos da gravidez e indica um funcionamento normal do organismo.

Corrimento branco na gravidez

Se a secreção for branca, espessa ou clara, sem coceira ou cheiro forte, é a leucorreia clássica produzida pelo colo do útero e paredes vaginais. Surge na gravidez pelo aumento do estrogênio e funciona como uma barreira protetora contra infecções.

Mas atenção: se essa secreção branca e espessa começar a parecer “leite coalhado” ou apresentar grumos, mesmo que não tenha cheiro, pode ser o início de uma candidíase, muito comum na gravidez devido a alterações no pH vaginal.

Corrimento marrom na gravidez

É o sangue que demorou a sair e oxidou. No início da gravidez, pode indicar a nidação (implantação do embrião no útero). Mais tarde, pode ocorrer após o sexo ou exames de toque, á que o colo do útero está mais sensível e pode sangrar com facilidade.

Geralmente comum, mas deve ser relatado ao obstetra na próxima consulta. Se vier acompanhado de dor abdominal forte, procure o médico imediatamente.

Corrimento rosado na gravidez

  • No início da gravidez, também pode ser indicativo de nidação.
  • Ao longo da gestação, pode indicar um leve sangramento recente. É comum após o esforço físico ou após a relação sexual.
  • No finalzinho da gravidez, pode indicar que o tampão mucoso está saindo e o corpo está se preparando para o parto.

Se isso acontecer, observe a evolução e se o tom evolui para vermelho vivo ou o fluxo aumenta. Nesses casos, vá ao pronto-socorro imediatamente.

Veja também: É normal ter sangramento na gravidez? Ginecologista explica

Corrimento amarelo na gravidez

Caso a secreção seja amarelo-clara e sem cheiro, pode ser apenas uma variação da leucorreia normal ao entrar em contato com o ar na calcinha.

No entanto, se o corrimento for amarelo intenso, com cheiro ou coceira, pode indicar uma infecção, como a vaginose bacteriana, e precisa de avaliação médica para tratamento o quanto antes.

Corrimento verde na gravidez

Sinal de alerta! Geralmente é sinal de uma infecção chamada Tricomoníase ou outras infecções bacterianas. Costuma vir acompanhado de um odor bem desagradável e desconforto.

Se acontecer, procure o médico para iniciar o tratamento imediatamente. 

Infecção vaginal: fique atenta aos sinais de alerta!

“O corrimento infeccioso pode ser acompanhado de coceira na vulva e na entrada da vagina, hiperemia (vermelhidão) na região, odor fétido (peixe podre), corrimento amarelo, verde, branco leitoso (parecendo nata de leite) ou acinzentado, além de dor durante a relação sexual, dor abdominal, pélvica e contrações uterinas”, detalha a Ginecologista.

E durante a gravidez, a atenção a essas características deve ser redobrada, pois “uma infecção na região genital pode causar o rompimento das membranas, além de parto prematuro ou transmitir a infecção ao bebê também”, alerta.

Como prevenir infecções vaginais na gravidez?

Segundo a Dra. Luciana, existem medidas e mudanças que podem ser adotadas para ajudar a evitar a ocorrência de corrimentos fora do normal, como evitar os protetores diários de calcinha: além de “abafarem” a região, eles tornam difícil mensurar a quantidade de secreção produzida ao longo do dia.

Tecidos mais frescos e que facilitem a passagem de ar, especialmente o algodão, são os mais indicados para as calcinhas. De acordo com a Ginecologista, outras atitudes que ajudam na prevenção incluem:

• não deixar a calcinha secar pendurada no box do banheiro;

• não abusar de calças muito apertadas (principalmente em dias de calor);

• usar camisinha durante as relações sexuais;

• ter uma alimentação equilibrada;

• controlar a glicemia e o peso;

• controlar o estresse.


Além do corrimento, o desconforto ao urinar também é uma queixa comum que merece cuidado redobrado durante a gestação. Clique aqui e saiba como identificar e tratar a infecção urinária na gravidez para proteger você e seu bebê.


Referências

Brasil. Ministério da Saúde. Atenção ao pré-natal de baixo risco [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2012 [acesso em 20 mar 2026]. (Série A. Normas e Manuais Técnicos). Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_pre_natal_baixo_risco.pdf

Dra. Luciana Tannus
Médica Ginecologista e Obstetra, atua em Campo Grande (MS) com saúde da mulher. Apaixonada pela humanização do parto, ela é formada pela Unifenas (MG).

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