Você sabe o que é maternagem?

Diferentemente de maternidade, a palavra maternagem está relacionada à construção ativa da conexão entre mãe e filho. Veja por que.

Maternagem
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Um conceito tem ganhado força nas rodas de mães e perfis de maternidade nas redes sociais: a maternagem. Afinal, o que esse termo significa e no que ele é diferente de maternidade?

Para responder essa e outras questões, conversamos com Victória Palmerston, Psicóloga Parental e autora do e-book “Descobrindo seu Maternar”. Ela explica o que é o conceito de maternagem e dá dicas para as novas mães que estão se encontrando nesse novo papel. Continue a leitura!

O que é maternagem?

“A maternagem é o exercício do vínculo necessário para atender às necessidades físicas e psíquicas para que o bebê ou a criança tenham um desenvolvimento emocional saudável. É a criação de uma relação de acolhimento e segurança”, define Victória.

“Eu gosto de pensar na maternagem como o estabelecimento de apego seguro entre adulto e criança, a capacidade que alguém tem de ser abrigo para a criança, onde ela se sinta aceita, pertencente e digna de ser amada”, diz a psicóloga.

Para ela, exercer a maternagem é uma forma de preparar o filho para os desafios que virão. “O desempenho da maternagem é importante para que a criança se sinta segura o suficiente para estabelecer relações saudáveis, autoconfiança, queira explorar o mundo e sinta que ela é capaz de lidar com as adversidades da vida”, ressalta.

Qual a diferença entre maternagem e maternidade?

É importante entender que maternagem e maternidade possuem significados diferentes. 

“A maternidade é a qualidade, o estado de ser mãe, por meio de vias biológicas ou adotivas. Já a maternagem é o estabelecimento de um apego seguro com o bebê, o qual pode ser estabelecido por qualquer pessoa: pai, avô, avó, tio, tia, entre outros…”, diferencia a psicóloga.

Por que a maternagem é importante?

De acordo com a psicóloga, a necessidade de conexão e pertencimento ao grupo fazem parte da biologia humana.

“A falta de conexão é uma das experiências mais nocivas à saúde: nos faz envelhecer mais rápido, torna o câncer mais mortal, faz o Alzheimer avançar mais rápido e compromete o nosso sistema imunológico”, diz a psicóloga.

Em crianças, o efeito do abandono emocional foi observado em um estudo realizado após a Segunda Guerra Mundial, época em que muitas crianças se tornaram órfãs e recebiam apenas os cuidados físicos necessários.

“Essas crianças apresentavam atraso no desenvolvimento físico, insônia, não ganhavam peso e tinham uma expressão vazia. Elas passavam por um processo intenso de ‘desamparo aprendido’, que é quando o indivíduo desiste de ter suas necessidades atendidas após elas terem sido negadas de forma constante. Algumas chegavam ao extremo de parar de se alimentar e ir a óbito”, conta Victória.

Como desenvolver a maternagem?

Victória explica que não existe um manual e que a prática precisa vir de dentro para fora. Para isso, o autoconhecimento é muito importante. 

“Para atender às necessidades emocionais do seu filho, você precisa estar disposta a atender às suas próprias necessidades também. Você precisa se acolher, ser acolhida, para conseguir acolher a sua criança”, indica. 

É possível, porém, perceber que está no caminho certo: basta observar como está a relação com o seu filho. Segundo John Bowlby, o estabelecimento do vínculo depende da alegria mútua na relação mãe e filho, ou seja, é importante que, a longo prazo, a relação entre mãe e filho seja agradável e positiva para ambas as partes”, conta.

Dicas para exercer a maternagem

A psicóloga lista alguns mitos e verdades sobre a maternagem. Confira! 

Para desenvolver a sua maternagem você precisa

– Ajudar o seu filho a se sentir seguro física e emocionalmente;

– Atender às necessidades do seu filho de forma consistente;

– Reconhecer e validar as emoções do seu filho;

– Ajudar o seu filho a se sentir visto e compreendido;

– Ter tempo de conexão de qualidade;

– Pedir desculpas e reparar a relação quando for necessário.

Para desenvolver a sua maternagem você não precisa: 

Amamentar;

– Ter um parto natural;

– Fazer cama compartilhada;

– Usar sling;

– Estar sempre disponível;

– Ser perfeita;

– Atender a todas as necessidades da criança;

– Ter uma criança bem comportada e feliz o tempo todo.

Agora que você já entende o que é a maternagem, que tal compartilhar este artigo e levar essa ideia para outras mães e cuidadores? Você também pode ler mais conteúdos sobre Maternagem aqui no site ou por meio do Instagram @maeseafetos, administrado pela Psicóloga Victória Palmerston.

Victória Palmerston | Psicóloga Parental

Victória Palmerston é Psicóloga Parental formada pela Universidade de Brasília com formação pela EEP (Escola de Profissionais da Parentalidade), treinamento pelo Yale Center of Emotional Intelligence e pelo Beck Institute for Cognitive Behavior Therapy. Mãe de dois e criadora do Instagram @maeseafetos, criado para ser um espaço de promoção de saúde mental para mães.

Como é a maternidade real do ponto de vista de uma pediatra? Em nosso canal do YouTube, a Dra. Fernanda Misumi fala sobre como a busca pela perfeição na maternidade pode ser prejudicial tanto para a mãe como para o bebê:

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08-10-2021
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