A sexualidade feminina na maternidade: da pré-concepção ao puerpério

Observar o próprio corpo é fundamental para desenvolver a sexualidade – e nas fases pré, durante e pós-gravidez isso não é diferente

Corpo & Saúde
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Cada fase da vida é marcada por eventos que influenciam a forma como a sexualidade feminina se expressa, por exemplo  a primeira menstruação, o despertar sexual e a menopausa.

A gravidez e o puerpério estão entre esses eventos, já que provocam grandes mudanças no modo como nos relacionamos com o nosso corpo e com o outro. Por isso, convidamos a Ginecologista e Obstetra Dra. Amanda Loretti para falar sobre os aspectos da sexualidade feminina nas fases mais marcantes da maternidade.

O tabu da sexualidade feminina

Muitas mulheres têm vergonha de falar sobre sexualidade. A Dra. Amanda ressalta, porém, que é importante superar essa barreira, já que o sexo exerce uma grande influência na nossa qualidade de vida.

“É por meio da comunicação de temas como o corpo e o prazer feminino que vamos, aos pouquinhos, quebrando esses tabus. Eles são culturais, ou seja, foram construídos. E se eles foram construídos, eles também podem ser desconstruídos”, diz a ginecologista.

Para ela, dois passos são fundamentais no desenvolvimento da sexualidade: o autoconhecimento e o diálogo, ou seja: conversar sobre esse assunto com o parceiro ou a parceira.

A sexualidade na gravidez

Na gravidez, a mulher passa por uma avalanche de mudanças físicas e hormonais. Aquele corpo que ela já conhecia ganha um novo contorno e proporciona novas sensações.

Para algumas mulheres, esse é um momento em que elas se sentem lindas e poderosas, portanto, essas podem ter um aumento na libido e sentir mais vontade de explorar vivências sexuais.

Já outras sentem um maior desconforto físico ou simplesmente querem passar longe de qualquer contato sexual. Segundo a Dra. Amanda, essa variação na libido entre as grávidas é esperada, sendo normal inclusive em uma única gestação.

“A sexualidade na gravidez varia muito de acordo com a pessoa e com o momento da gravidez. Geralmente, o segundo trimestre é o momento em que a grávida se sente melhor fisicamente. No começo, algumas mulheres sofrem muito com náuseas e sintomas iniciais. Já no final da gravidez a barriga está muito grande e isso pode causar alguns incômodos físicos que podem afetar a vontade de fazer sexo”, diz a Médica.

O puerpério muito além da quarentena

Se a gravidez pode proporcionar um aumento na libido para algumas mulheres, no puerpério o mais comum é que o sexo fique em segundo plano para quase todas as novas mães, mesmo após o período de resguardo.

“Muitas pessoas atribuem isso aos hormônios e à amamentação, mas essa é uma explicação muito simplista. É um período social e familiar muito complexo na vida da mulher, onde ela se vê totalmente privada de sono, ansiosa e se sentindo sobrecarregada”, explica a Dra. Amanda.

Ela prossegue: “Libido não é apenas energia sexual, mas sim a energia criativa de vida. Se algo na sua vida consome toda a sua energia, então, você vai ter que tirar de outros lugares para suprir isso, inclusive a sexual”, conta. 

Por isso, cada mulher irá voltar a sua atenção para a sexualidade em seu próprio tempo. “Quando falamos em melhorar a libido, é sobre analisar e reorganizar a sua vida”, resume a médica.

Como falar sobre sexualidade?

Vale destacar que, apesar de ser muito importante para uma vida sexual plena, poucos casais têm o hábito de conversar sobre sexo.

“Infelizmente, muitas mulheres acham que têm o dever de dar prazer e que, se elas não sentem prazer, é porque tem algo errado com o corpo delas. E muitas vezes essas questões são apenas uma falta de comunicação ou um estímulo errado, mesmo”, diz a médica.

A Dra. Amanda ressalta que a busca pelo prazer feminino não deve ser deixada de lado mesmo entre casais tentantes, que muitas vezes precisam ter relações em momentos de maior fertilidade e acabam encarando o sexo como algo automático. E o primeiro passo é conhecer o próprio corpo.

“A masturbação, o estudo do corpo feminino, pegar um espelho e olhar para o seu órgão genital, passar a mão no seu corpo para entender em que partes você gosta ou não de ser tocada… tudo isso é essencial para que você entenda o que te dá prazer e possa conversar com outra pessoa”, sugere a ginecologista.

Se você se interessa em saber mais sobre a sexualidade feminina em outras fases da vida, assista ao vídeo abaixo, em que a Dra. Amanda Loretti dá mais detalhes sobre esse importante tema!

Compartilhe este artigo com outras mulheres e faça a sua parte para desmistificar o tema de sexualidade feminina!

Médica ginecologista e obstetra Amanda Loretti – gravidez de gêmeos

Dra. Amanda Loretti é Médica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde realizou residências médicas em Obstetrícia, Ginecologia e Medicina Fetal. É especialista em Ginecologia Endócrina e atua principalmente em Obstetrícia Humanizada, Ginecologia e Sexualidade. Atende em seu consultório, que fica localizado na Vila Mariana, em São Paulo. Saiba mais sobre a Dra. Amanda em seu site e acompanhe seu trabalho pelo Instagram e YouTube.

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21-01-2022
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