Exterogestação: o quarto trimestre da gravidez

Veja dicas para apoiar a adaptação e minimizar os desconfortos do período de transição do bebê para o mundo fora do útero

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Você já ouviu falar em exterogestação? Essa teoria defende que os três primeiros meses do bebê são, na verdade, o quarto trimestre de gravidez. Seria como se o recém-nascido continuasse sendo gestado fora do útero, assim como os bebês cangurus! 

Ficou curiosa? Com a ajuda da Pediatra Neonatal Camilla da Silva Carvalho Balduíno, explicamos neste artigo o que é a exterogestação, como é essa fase para o bebê e damos dicas para ajudar o recém-nascido durante a transição para o mundo externo. Confira!

O que é a exterogestação?

O termo exterogestação foi criado pelo Antropólogo Ashley Montagu para se referir ao período de três meses após o nascimento do bebê. O pesquisador criou essa teoria ao observar que os humanos estão entre as espécies cujos filhos estão menos desenvolvidos ao nascer.

Segundo o antropólogo, o motivo de parirmos bebês tão imaturos do ponto de vista biológico está no desenvolvimento de nossa espécie. O Homo sapiens possui um cérebro proporcionalmente grande, então é preciso que o parto ocorra no tempo necessário para que haja espaço para a passagem da cabeça do bebê.

A Pediatra Dra. Camilla explica o que acontece no organismo do bebê durante esse período após o nascimento: “Nos primeiros três meses de vida, o bebê passa por um momento de transição, dando continuidade ao seu processo de desenvolvimento neurológico, respiratório e digestivo, com sua adaptação ao ambiente externo”, conta.

Quais são as características da exterogestação?

É comum ouvir falar que os primeiros três meses são os mais difíceis para quem tem um recém-nascido. Isso acontece porque se trata de uma fase marcada pelo desconforto do bebê ao se ver fora do útero repentinamente.

Antes, ele vivia em um ambiente quente, escuro, seguro e era alimentado em livre oferta pelo cordão umbilical. Ao nascer, ele precisa aprender atividades básicas para a sobrevivência, como respirar, se alimentar, fazer a digestão, lidar com os estímulos do mundo externo e até dormir.

“Agora que está fora da barriga, ele é um bebê dependente física e emocionalmente da mãe ou de seu cuidador ou cuidadora, por isso precisa de colo, chora para se comunicar, e requer um contato íntimo e próximo para ter suas necessidades atendidas”, descreve a pediatra.

Como facilitar a adaptação do recém-nascido

Durante o período chamado de exterogestação, o bebê entende que ele e a mãe são uma só pessoa. Por isso, o contato pele a pele com a mãe ou com seu cuidador ou cuidadora é essencial para proporcionar mais segurança ao recém-nascido.

“A melhor forma de o bebê se adaptar é sentindo a segurança que tinha dentro do útero. E isso ocorre por meio da presença materna, dando colo, aconchego, toque, ofertando o seio materno, permitindo o contato pele a pele dos dois, para criar e fortalecer o vínculo com este bebê”, indica a Dra. Camilla. 

Vale lembrar que o simples toque da mãe não fará com que qualquer choro cesse. “Com o contato diário e no processo em que ambos vão se conhecendo, a mãe vai entendendo aos poucos as necessidades e começa a identificar até os motivos do choro”, diz a Dra. Camilla.

Outras técnicas podem ajudar a simular o ambiente dentro do útero e acalmar um recém-nascido. Para isso, vale dar o play em um ruído branco ou som do útero na hora de dormir, fazer um charutinho para deixar o bebê aconchegado, carregá-lo de lado para diminuir a sensação de gravidade, balançar ou fazer chiados no ouvido até que ele se acalme.

O sono na exterogestação

Muitas pessoas acreditam que algo está errado quando o bebê só consegue dormir no colo da mãe. A pediatra explica, porém, que isso é natural, especialmente na exterogestação.

“Os bebês querem se sentir acolhidos e protegidos e sentem isso no colo, lugar onde o sono normalmente é mais tranquilo e duradouro”, conta. Por isso, o sling pode ser um ótimo recurso, já que aproxima o bebê da barriga e dos sons que ele ouvia dentro do útero.

A Dra. Camilla também dá dicas de higiene do sono, que, com o tempo, ajudarão o bebê a entender que a noite chegou e é hora de dormir profundamente. “Ao final do dia, prepare um ambiente com baixa luz e música mais suave. Faça uma massagem no bebê e depois dê um banho para relaxar. Normalmente isso ajuda no sono do bebê”, conta.

Finalmente, é importante lembrar que a exterogestação e o puerpério coincidem, portanto o apoio da família é essencial para a mãe. “Essa mãe necessita de uma rede de apoio verdadeira, que mantenha os cuidados com ela e com a casa enquanto ela cuida do bebê”, ressalta.

Dra. Camila Carvalho | Pediatra

Camilla da Silva Carvalho Balduíno é Pediatra e Neonatologista, consultora em amamentação, educadora perinatal e educadora parental pela Escola de Educação Positiva. Possui pós-graduação em Cuidado Materno Infantil.

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10-12-2021
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