Gravidez de alto risco: o que significa e quais as principais causas?

Doenças maternas prévias ou complicações que surgem durante a gravidez podem gerar essa classificação. Entenda o que isso significa na prática!

Corpo & Saúde
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Na maioria das vezes, a gravidez de alto risco está relacionada apenas a um maior cuidado em pacientes que possuem doenças cada vez mais comuns entre as mulheres.

Para entender por que a classificação existe, quais são as causas mais frequentes e o que muda na vida das gestantes de alto risco, conversamos com a Ginecologista e Obstetra Daniele Gattás. Confira!

O que é uma gravidez de alto risco?

“Uma gestação de alto risco significa que existe algum fator considerado de risco que pode complicar a gestação e trazer um desfecho negativo, tanto para o bebê como para a mãe”, explica a Obstetra. “Por isso, o pré-natal bem-feito é a melhor forma de identificar esse tipo de gravidez.”

Dra. Daniele dá um exemplo muito comum: “Uma paciente que já é hipertensa antes de engravidar tem maior chance de ter complicações da hipertensão, como uma pré-eclâmpsia, um descolamento de placenta ou um parto prematuro. Isso a torna uma paciente de alto risco”, diz.

O que acontece após receber essa classificação?

Ao ser identificada como uma grávida de alto risco, a paciente é encaminhada para um pré-natal específico, para que receba um cuidado maior e individualizado de acordo com a sua doença. 

“As visitas no pré-natal de alto risco deixam de ser mensais e passam a ser quinzenais ou até semanais, a depender da doença da paciente. Ela também precisa fazer alguns exames que a paciente de risco habitual não necessita”, explica.

“Na verdade, o objetivo no pré-natal de alto risco é justamente ter uma maior vigilância para detectar precocemente qualquer agravamento ou alteração da doença”, conta.

Principais causas da gravidez de alto risco

Existem vários fatores que podem levar a uma classificação de alto risco na gravidez. Ela pode ser causada tanto por doenças maternas prévias ou gestacionais como por alterações no desenvolvimento do bebê.

Dentre as comorbidades da mãe, a médica destaca que a obesidade, a hipertensão e a diabetes estão entre as mais comuns nas gestações de risco. Essas doenças podem tanto ser preexistentes como podem surgir durante a gravidez.

Uma gravidez de risco habitual pode tornar-se uma gestação de alto risco?

Dra. Daniele aponta que os grandes vilões de uma gravidez considerada de risco habitual são o sedentarismo e a má alimentação, fatores que estão por trás da maioria dos casos de gravidez com alto risco. “Essa paciente tem mais predisposição para desenvolver diabetes e hipertensão na gestação e assim acabar integrando o grupo de risco”, alerta.

A idade da mãe também pode ser um fator de risco. “A gestação tanto na adolescência como em pacientes acima dos 35 anos tem um risco maior de complicações. Isso porque há doenças que vêm com a idade, como a hipertensão e a diabetes”, conta.

Além das comorbidades mais comuns, existem outras doenças prévias que também são indicações para o alto risco e devem ser mapeadas no pré-natal. É o caso de doenças da tireoide, cardiopatias, lúpus e trombofilia, entre outras. 

Quando uma gestação sai do risco habitual e se torna de alto risco?

A gestação pode passar a ser de alto risco quando há alguma ocorrência ou alteração nos exames da mãe ou do bebê, seja no início ou no final da gravidez. Muitas vezes, essas descobertas surgem após a realização de exames como a glicemia em jejum, o aferição da pressão ou um ultrassom.

“Quando o pré-natalista realiza um ultrassom e vê alguma malformação, ele vai encaminhar para um hospital que tenha uma assistência de medicina fetal para poder oferecer um acompanhamento melhor para esse bebê”, conta a médica. Nesse caso, é o bebê que precisa de mais atenção.

Além disso, outros fatores próprios da gestação podem levar a um pré-natal de alto risco, como gravidez de gêmeos, placenta prévia ou líquido amniótico diminuído. 

Na gravidez de alto risco é necessário o repouso absoluto?

Segundo a médica, isso depende da doença que a grávida apresenta, mas na maioria dos casos ela pode seguir com suas atividades normais e inclusive trabalhar.

“Por exemplo, se uma paciente que tem diabetes gestacional ou hipertensão estiver compensada, ela não precisa se afastar do trabalho. Claro que existem as pacientes hipertensas que se estressam no trabalho e fazem muito pico, e às vezes a gente tem que afastar, mas não é geral”, conta.

Por outro lado, existem casos em que esse afastamento é necessário, como no trabalho de parto prematuro, em que a grávida pode ter o bebê a qualquer momento. 

O mesmo vale para sexo na gravidez: tudo depende da avaliação do obstetra. “Algumas doenças, como placenta prévia, trabalho de parto prematuro ou alterações de colo de útero, impedem que a paciente tenha relação sexual. Mas se ela tem hipertensão, diabetes ou obesidade, ela não precisa ter a vida sexual suspensa”, exemplifica.

Todo sangramento indica uma gravidez de alto risco?

Essa dúvida só pode ser esclarecida após um exame médico, que deve ser feito o quanto antes.

“Ter um sangramento na gravidez não é normal. Isso porque ele pode ter sido só um sangramento pós-coito, que não é preocupante, mas também pode ser algo mais grave, como a placenta prévia. Por isso, a paciente precisa procurar a urgência e, a depender do diagnóstico, ela será colocada como uma gestação de alto risco ou não”, diz.

Para que a gravidez de alto risco tenha um bom desfecho, é muito importante que ela seja identificada o mais cedo possível. Portanto, compartilhe esta matéria nas redes sociais e faça com que esta informação chegue ao maior número possível de gestantes!

Daniele Gattás é Obstetra e Ginecologista com residência no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira-IMIP, onde realizou mestrado e doutorado em Saúde Materno Infantil. É Professora Adjunta de Obstetrícia na Universidade Federal de Pernambuco.

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02-06-2021
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