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Afinal, o que é um parto humanizado?

Seja pela via vaginal ou por uma cirurgia cesariana, o que torna um parto humanizado é o tipo de abordagem da assistência que se oferece à gestante. Entenda!

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Mas, afinal, o que é um parto humanizado?

O parto humanizado tem ganhado força no mundo da maternidade. Mas, afinal, o que isso realmente significa? Conversamos com a Ginecologista e Obstetra Karina Cavalcanti para entender o conceito e como ele funciona na prática.

Parto humanizado: o que é?

De acordo com a especialista, o termo “humanizado” não está relacionado à via de parto em si, mas à forma como o cuidado é oferecido. A proposta é colocar a mulher no centro da experiência, respeitando suas escolhas, seu corpo e o ritmo natural do nascimento. Isso inclui evitar intervenções desnecessárias e garantir um ambiente acolhedor e seguro.

Embora existam diferentes nomes e abordagens, há apenas duas formas de nascimento: o parto vaginal e a cesariana. O que muda, na prática, é o nível de intervenções realizadas durante o processo.

A humanização vai além da obstetrícia. Trata-se de um conceito utilizado em diversas áreas da saúde e que envolve escuta ativa, acolhimento e intervenções apenas quando realmente necessárias. Durante a gestação, o pré-natal e o momento do parto, esse cuidado mais próximo permite compreender melhor as necessidades, dúvidas e desejos de cada mulher.

Na prática, como funciona o parto humanizado?

O cuidado humanizado começa ainda no pré-natal e se estende ao pós-parto. Veja como ele acontece em cada etapa:

1. Pré-natal e plano de parto humanizado

Nesse momento, a gestante é incentivada a participar ativamente das decisões sobre seu parto. Entre os principais pontos estão:

  • Elaboração do plano de parto: documento em que a gestante registra suas preferências, como ambiente, posições, métodos de alívio da dor e intervenções que deseja evitar.
  • Informação clara e consentimento: a equipe explica riscos, benefícios e alternativas, permitindo decisões conscientes.
  • Definição da maternidade: garantindo continuidade e segurança no atendimento.

2. Chegada à maternidade

Ao chegar em trabalho de parto, a assistência humanizada inclui:

  • Acolhimento com escuta e respeito
  • Direito a um acompanhante de livre escolha durante todo o processo
  • Ambiente que preserve privacidade, conforto e segurança

Trabalho de parto

Aqui o foco é o suporte para que a fisiologia aconteça com segurança.

  • Liberdade de posição e movimento: a mulher deve escolher se deseja caminhar, usar bola, banqueta, deitar-se de lado ou ficar de cócoras, por exemplo. A posição litotômica (deitada de costas com pernas elevadas) não deve ser obrigatória.
  • Dieta livre: a gestante pode beber líquidos e se alimentar levemente, salvo contraindicação específica. O jejum de rotina não é recomendado.
  • Métodos não farmacológicos de alívio da dor: acesso a banho morno, imersão em água, massagem, bola de parto, técnicas de respiração, apoio emocional contínuo.
  • Apoio contínuo: presença de acompanhante, doula (quando disponível) e equipe que oferece encorajamento, informação e controle à mulher.

As diretrizes do Ministério da Saúde e da OMS enfatizam que esse suporte contínuo reduz necessidade de cesariana, uso de fórceps, analgesia e aumenta a satisfação com a experiência do parto.

Vigilância ativa: segurança em primeiro lugar

Ao contrário do que muitos pensam, o parto humanizado não significa ausência de assistência.

A equipe de saúde acompanha continuamente a evolução do parto, monitorando os sinais da mãe e do bebê e intervindo apenas quando necessário.

Intervenções que NÃO devem ser rotina

A recomendação atual é evitar procedimentos sem indicação clínica. Entre eles:

  • Uso rotineiro de ocitocina para acelerar o parto
  • Rompimento artificial da bolsa (amniotomia)
  • Episiotomia (corte no períneo)
  • Manobra de Kristeller (pressão sobre o abdômen)
  • Tricotomia e enema

Essas práticas só devem ser realizadas quando realmente indicadas.

Intervenções indicadas em contexto humanizado

  • Analgesia e/ou anestesia para alívio da dor: se os métodos naturais como banhos quentes e massagens não forem suficientes, a mulher tem todo o direito de pedir uma intervenção farmacológica, desde que clinicamente segura, com a devida explicação dos riscos e benefícios.
  • Cesárea humanizada: se houver uma indicação clínica real, como uma placenta prévia ou sinal de sofrimento fetal, a cesárea deve ser realizada respeitando práticas humanizadas.

A ideia central é que qualquer intervenção seja discutida, consentida e registrada, sempre priorizando segurança e experiência positiva.


Veja também: Como se preparar para um parto normal? Veja dicas para ajudar seu corpo


4. Momento do nascimento

Na hora do nascimento, a prática humanizada inclui:

  • Acolhimento e conforto: incentivo à posição de preferência da mulher, ambiente calmo, com comunicação clara, sem gritos, humilhações ou imposições.
  • Clampeamento tardio do cordão umbilical: espera-se o cordão parar de pulsar (1 a 3 minutos) para que o bebê receba um aporte extra de ferro e oxigênio.
  • Contato pele a pele: o bebê vai direto para o colo da mãe antes de qualquer procedimento de rotina, como pesar ou medir.

5. Pós-parto imediato e amamentação

Após o nascimento, a humanização continua:

  • Amamentação na primeira hora de vida: com apoio ativo da equipe para pega correta e conforto da mãe.
  • Alojamento conjunto da mãe e do bebê: separações desnecessárias devem ser evitadas.
  • Observação do bem-estar físico e emocional da mãe: com orientações sobre sangramento, dor, sinais de alerta e autocuidado.

Veja também: Golden hour: por que a primeira hora de vida é tão importante para mãe e bebê


A humanização não termina no nascimento. O cuidado com a mãe no pós-parto é essencial para sua recuperação física e emocional, além de favorecer o vínculo com o bebê. No vídeo abaixo, a psicóloga Hellian Machado destaca a importância de apoiar a mãe no pós-parto e na amamentação. Confira!


Referências

Ministério da Saúde (BR). Diretrizes nacionais de assistência ao parto normal. Brasília: Ministério da Saúde; 2017 [citado 27 Fev 2026]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_nacionais_assistencia_parto_normal.pdf

Ministério da Saúde (BR). Assistência ao parto normal – Diretriz Nacional. Brasília: Ministério da Saúde; 2025 Jan 19 [citado 27 Fev 2026]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/a/assistencia-ao-parto-normal-diretriz-nacional/view

Ministério da Saúde (BR). Humanização do parto: nasce o respeito. Brasília: Ministério da Saúde; 2005 [citado 27 Fev 2026]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/parto.pdf

World Health Organization. WHO recommendations: intrapartum care for a positive childbirth experience. Geneva: WHO; 2018 [citado 27 Fev 2026]. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241550215
Ministério da Saúde (BR). Cadernos HumanizaSUS v.4: Humanização do parto e nascimento. Brasília: Ministério da Saúde; 2010 [citado 27 Fev 2026]. Disponível em: https://www.redehumanizasus.net/sites/default/files/caderno_humanizasus_v4_humanizacao_parto.pdf

Dra. Karina Cavalcanti
Médica Ginecologista e Obstetra em Natal, no Rio Grande do Norte. Em seu canal no Instagram, ela compartilha conteúdos sobre a saúde da mulher, da gestante e das tentantes. Confira em @drakarinacavalcanti

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