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Anemia na gravidez: quais os sintomas e riscos?

Entenda quais são os sintomas e descubra como prevenir e tratar a doença.

A anemia na gravidez é um problema comum que pode causar uma série de malefícios para a saúde da mãe e do bebê. Para entender melhor o assunto, conversamos com a ginecologista e obstetra Dra. Anne Caroline Andrade em busca de respostas para as principais dúvidas das gestantes sobre o tema. Confira!

O que é anemia?

A anemia é uma condição na qual há uma diminuição na quantidade ou na qualidade dos glóbulos vermelhos e, consequentemente, na capacidade do sangue de transportar oxigênio para os tecidos do corpo.

Existem diversos tipos de anemia, sendo a mais comum a anemia ferropriva, que ocorre devido à deficiência de ferro. Outros tipos podem ser causados por deficiência de vitaminas (como ácido fólico e vitamina B12), doenças crônicas, problemas na medula óssea, entre outros fatores.

O que causa anemia na gravidez?

Durante a gestação, o corpo da mulher aumenta a produção de sangue para atender às necessidades do feto, o que eleva a demanda por ferro. Se essa demanda não for suprida por meio de uma dieta adequada ou suplementação, pode ocorrer a anemia ferropriva.

Outras causas possíveis incluem:

  • Deficiência de folato (ácido fólico): Essencial para a formação de células sanguíneas, sua deficiência pode levar à anemia megaloblástica.
  • Deficiência de vitamina B12: Importante para a produção de glóbulos vermelhos.
  • Perdas sanguíneas: Em casos de sangramento durante a gravidez, como em complicações ou parto, pode ocorrer a redução dos níveis de hemoglobina.
  • Condições médicas crônicas ou hereditárias: Como talassemia ou outras hemoglobinopatias.

Que valores de hemoglobina determinam anemia na gravidez?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), quando a gestante tem uma concentração de hemoglobina igual a ou abaixo de 11 g/dL1, ela apresenta um quadro de anemia na gravidez.

Bastante comum, a doença tem uma taxa de prevalência de 40% entre as gestantes, dos quais 50% são causadas pela carência de ferro

Hemoglobina baixa nem sempre é anemia ferropriva

Hemoglobina baixa nem sempre é anemia ferropriva

Segundo a Dra. Anne Caroline Andrade, o exame de hemoglobina e/ou hematócrito é o primeiro passo para pesquisar a anemia na gestante. São necessários, porém, exames complementares para determinar a sua causa, já que nem sempre a anemia é ferropriva.

“A análise da ferritina e do IST (índice de saturação de transferrina) funciona como coadjuvante para o diagnóstico de carência de ferro. Não podemos esquecer que a anemia na gestação também pode ser causada por deficiência de vitamina B12 e/ou de folato”, explica a médica.

Quais são os sintomas da anemia na gravidez?

No período inicial, a anemia gestacional pode ser assintomática e seus sinais podem ser confundidos com os próprios sintomas da gravidez. Geralmente, os sintomas só começam a se manifestar em quadros de anemias graves, e podem incluir:

– palidez na pele e nas mucosas (olhos e na boca);

– astenia, ou seja, perda de força física;

– cansaço fácil;

– sopro sistólico suave, percebido por meio de ausculta do coração.

Por isso, ao perceber qualquer diferença no seu corpo durante a gestação, recomendamos sempre informar ao seu médico para realizar exames que avaliam o ferro, ferritina, hemograma completo e vitaminas e minerais para um tratamento precoce que apoie uma gestação saudável.

Anemia durante a gestação: é perigoso?

Sim, pois envolve uma série de riscos para a mãe e o bebê.

Quais os riscos para a mãe?

  • No dia a dia: a anemia está associada à diminuição das habilidades físicas, à instabilidade emocional, ao estresse e à redução dos níveis cognitivos quando testados”, elenca a Dra. Anne.
  • Durante o parto: como a perda de sangue durante o parto é normal, gestantes com anemia grave têm risco de sérias complicações. “O sangramento do parto pode determinar insuficiência cardíaca congestiva e levar até ao óbito materno”, alerta a médica.
  • No pós-parto: segundo a obstetra, uma gestante anêmica fica mais suscetível a infecções, tempo de internação prolongado e lenta recuperação no pós-parto.

Quais os riscos para o bebê?

  • No parto: “O bebê pode ter restrição de crescimento intrauterino e isso pode levar a um trabalho de parto prematuro, além de um aumento no risco de natimortalidade por prematuridade”, explica a Dra. Anne.
  • Após o parto: a anemia pode gerar dano permanente ao cérebro e afetar de forma negativa a inteligência, as habilidades cognitivas e o comportamento durante a infância e a idade adulta”, alerta a médica.

Como prevenir a anemia na gravidez?

Existem duas formas eficazes de evitar e prevenir a anemia na gestação: por meio da dieta rica em ferro e da suplementação.

Quais os melhores alimentos para a anemia na gravidez?

Escolha alimentos que atendam as necessidades de ferro, ácido fólico e vitamina B12, como carnes em geral, gema de ovo, peixes e crustáceos, vegetais verdes escuros, feijão, entre outros.

“Importante lembrar que alimentos ricos em leite atrapalham a absorção do ferro, enquanto fontes de vitamina C auxiliam na absorção do nutriente”, orienta a Dra. Anne. Por isso, uma dica é adicionar limão no tempero de saladas ou na comida.

Neste vídeo, a nutricionista Flávia Rodrigues fala sobre os principais nutrientes para a gravidez e onde você pode encontrá-los:

Quando é preciso suplementar?

Em muitos casos, é necessária a suplementação nutricional para que essas necessidades especiais sejam atendidas. A ingestão costuma ser diária e deve ser indicada pelo obstetra a partir do estado de saúde da paciente e dos exames pré-natais

Para essas demandas, a Regenesis desenvolveu o Hemolip, uma tecnologia especial na suplementação de ferro para auxiliar pessoas que possuem indicação médica de incremento no aporte diário de ferro no organismo, inclusive as gestantes.

Neste artigo, trouxemos a importância de evitar hemoglobina baixa na gravidez e tiramos as principais dúvidas sobre anemia na gestação. Agora, aproveite para compartilhar essas informações com outras gestantes!

Referências

Dra. Anne Caroline dos Santos Andrade
Formada em Medicina pela Universidade José do Rosário Velano (Unifenas) Belo Horizonte com residência médica em ginecologia e obstetrícia pelo Hospital Júlia Kubitschek (FHEMIG). Possui pós-graduação em ultrassom em ginecologia e obstetrícia, e especialização em medicina fetal.