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Tipos de parto: conheça suas características e diferenças

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Parto: um processo natural

O parto é o marco inicial da relação física entre o bebê e seus cuidadores, marcando o início da construção dos vínculos familiares. Por isso mesmo, o momento deve ser vivido ao máximo por todos, como comenta a Ginecologista e Obstetra Mariana Rosário. “Muito se fala sobre o parto humanizado, mas, na verdade, todos os tipos de parto devem seguir esses mesmos princípios. Por exemplo, uma mãe que passa por cesárea também deve ficar com o bebê na primeira hora após o nascimento, a chamada golden hour, já que isso traz inúmeros benefícios para ambos”, explica.

Humanizado, normal, fórceps ou cesárea?

Os tipos de parto variam de acordo com a via por onde o bebê sai e pelo grau de intervenção médica no processo, indo do natural (sem nenhuma intervenção de instrumentos ou medicação) à cesárea, quando o bebê nasce a partir de uma cirurgia.

Partos vaginais

Tanto o parto normal quanto o natural ocorrem quando há dilatação total do colo do útero e o bebê encaixa para nascer. A diferença é que, enquanto o parto normal pode fazer uso de medicações e intervenções como a episiotomia (o corte realizado para ampliar o canal de parto e acelerar o processo), o parto natural não tem nenhum tipo de intervenção, tudo “segue o curso da natureza”. Já o parto com fórceps é um procedimento em que é usado um instrumento – o fórceps – para auxiliar a saída do bebê pelo canal da vagina.

Partos cesárea

Por sua vez, a cesárea é uma intervenção cirúrgica que extrai o bebê por uma série de cortes feitos na região pélvica. “Como toda cirurgia, a cesárea precisa de uma indicação, mas é fundamental o diálogo entre médico e paciente. Hoje, a comunidade médica já considera como indicação a vontade da mãe, já que nem todas têm estrutura física e psicológica para suportar a dor e o desgaste de um parto normal, por exemplo”, comenta a obstetra.

Mudança de planos

Mesmo que a mãe tenha preferência por um parto normal ou natural, longas horas de trabalho de parto, baixo líquido amniótico e sofrimento fetal são alguns dos fatores que podem direcionar a decisão médica de optar pela cesárea, mesmo no meio do processo. “Como médicos, devemos prezar pelo bem-estar da paciente e do bebê. Por isso é necessário avaliar, durante o trabalho de parto, se o caso é de converter o procedimento em uma cesárea e conversar com a mulher sobre isso para lidar com as frustrações dela”, explica a Dra. Mariana Rosário.

Por isso é fundamental contar com o apoio de uma equipe multidisciplinar: além da médica, uma enfermeira obstétrica, uma fisioterapeuta e até mesmo uma doula podem apoiar a grávida e auxiliar no trabalho de parto. “O acompanhamento, durante toda a gestação, por uma fisioterapeuta para o fortalecimento do assoalho pélvico também aumenta as chances de um parto tranquilo”, aponta a Obstetra.

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Dra. Mariana Rosario é Médica Ginecologista e Obstetra e atua em São Paulo (SP). Em seu perfil no Instagram ela aborda os mais variados assuntos sobre gestação. Acompanhe: @dramariadorosariogineco

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