Infertilidade feminina: conheça 15 de suas principais causas

Infertilidade feminina – Mulher e Gestação

A infertilidade feminina, assim como a masculina, é uma preocupação para boa parte dos casais que tentam engravidar, já que as taxas de sucesso de fecundação a cada mês são de apenas 20% entre os indivíduos considerados saudáveis pela medicina.  

A boa notícia é que, como muito do que diz respeito à saúde, suas causas são diversas e algumas podem ser controladas.  

Por isso, listamos a seguir alguns dos fatores que devem ser evitados para não influenciar de forma negativa suas chances de engravidar: 

1 – Estresse

O cortisol, hormônio cuja produção aumenta em momentos e situações  estressantes, prejudica a ovulação. Consequentemente, afeta os ciclos menstruais, levando a dificuldade para engravidar e até a abortamentos. 

2 – Ansiedade

Aciona os mesmos gatilhos do estresse, aumentando os níveis de cortisol no organismo e dificultando a ovulação.  

3 – Idade

A partir dos 35 anos, existe um declínio do potencial reprodutivo da mulher. Isso porque as mulheres nascem com um estoque determinado (ou limitado) de óvulos e, a cada ciclo, a qualidade da ovulação diminui. A questão, portanto, é matemática: nossa reserva ovariana (ou estoque de óvulos) fica menor e perde qualidade com o tempo. 

3 – Peso

A obesidade interfere negativamente na fertilidade da mulher, porque o excesso de gordura aumenta o nível de estrógeno, que atrapalha a ovulação. É como se ela estivesse utilizando constantemente uma pílula anticoncepcional. Além disso, a qualidade dos óvulos piora, limitando as chances de gravidez. 

5 – Cigarro

O tabaco (e isso não inclui somente cigarro, mas narguilé e charuto)  compromete a chance de gestação, porque contém diversas substâncias tóxicas (como  monóxido de carbono, nicotina, entre outros) que podem alterar a motilidade das tubas  uterinas, requisito fundamental para a captação do óvulo maduro dos ovários e seu  transporte até o útero para o encontro com espermatozoide.  

Além disso, fumar prejudica a divisão das células do embrião, podendo levar a abortamentos. 

6 – Álcool

O consumo exagerado de álcool pode afetar a produção dos hormônios femininos, impedindo a mulher de ovular, e prejudicar a motilidade dos espermatozoides, no homem. Segundo a OMS, a ingestão semanal não pode ultrapassar duas doses — a recomendação para casais que estejam tentando engravidar é a de se abster de ingerir álcool. 

7 – Drogas

Substâncias como cocaína, maconha e anfetaminas agem diretamente no sistema nervoso central. Considerando que existe uma comunicação mediada por hormônios entre o cérebro e os ovários, o uso dessas substâncias prejudica as chances de ovulação. 

8 – Doenças metabólicas

Diabetes, hipotireoidismo e obesidade afetam diretamente a ovulação. Por isso, é importante manter um estilo de vida saudável e corrigir tais distúrbios quando eles existirem para preservar a ovulação e o desenvolvimento do embrião. 

9 – Doenças cardíacas

Geralmente os medicamentos para controle de cardiopatias podem afetar as chances de engravidar. 

10 – Doenças vasculares

A trombofilia — doença que aumenta as chances de formação de coágulos no sangue — atrapalha diretamente a implantação do embrião (quando ele adere/gruda no útero), causando os abortos de repetição. A trombofilia não tem cura, mas a mulher consegue engravidar após diagnóstico e tratamento adequados.  

11 – Síndrome dos Ovários Policísticos

Essa condição aumenta a produção de hormônios masculinos nos ovários (hiperandrogenismo), dificultando a chance de ovulação e de regularidade menstrual. 

12 – Endometriose

É uma doença inflamatória que se caracteriza pelo crescimento do endométrio (tecido que reveste internamente o útero, que descama a cada menstruação) em locais que não sejam o útero, como ovários, intestino e bexiga. Esse estado de inflamação crônica pode alterar a anatomia dos órgãos pélvicos e a qualidade de ovulação. 

13 – Má nutrição

Tanto a desnutrição como a obesidade são estados que alteram os  hormônios secretados pelo sistema nervoso central, causando ciclos não ovulatórios. 

14 – Anabolizantes

Esses hormônios para ganho de massa muscular atrapalham a fertilidade masculina e feminina, analisando o aspecto geral. Seu uso indevido pode alterar a função hepática, bloqueando a formação de espermatozoides no homem e a menstruação, na mulher.  

15 – Mutação da enzima MTHFR

A enzima MTHFR é a responsável por converter o ácido fólico na sua forma ativa, o metilfolato. Sua mutação está associada à hiperhomocisteinemia e ao risco de trombofilia, aumentando a chance de abortos e diminuindo a chance de gravidez. Se a mulher é diagnosticada com essa condição, deve-se iniciar uma terapia com anticoagulantes, em caso de gestação, além da suplementação com metilfolato (e não com ácido fólico).  

É importante lembrar: a medicina considera normal que casais saudáveis de até 35 anos levem até um ano para engravidar. Já no caso de casais acima desta idade, a recomendação é que procurem ajuda médica caso completem 6 meses de tentativas sem sucesso.  

Por isso, ao decidir engravidar, faça uma checagem geral da saúde do casal, incluindo vitaminas, hormônios e doenças crônicas, além da adoção de um estilo de vida mais saudável para potencializar as chances de sucesso. 

Agora que você está por dentro do assunto, siga essas boas práticas e evite algumas das principais causas da infertilidade! 

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Giovana Rabitti (CRM/SP 150468) é ginecologista, formada pela Universidade  Federal de São Paulo com especialização em sexualidade pela Universidade de  São Paulo.

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