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Covid-19 na gravidez: riscos e como agir

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Em março, completou-se um ano desde que a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou o estado de pandemia do novo coronavírus. Hoje, sabe-se que contrair covid-19 na gravidez é mais perigoso do que se imaginava naquele momento. Mas por que as gestantes foram incluídas no grupo de risco da doença no Brasil? 

Conversamos com a Ginecologista e Obstetra Dra. Maria Monica Pereira, que atende pacientes com covid-19 desde o início da pandemia, para entender quais são os riscos conhecidos até a presente data. Além disso, a médica dá orientações de como proceder em caso de suspeita da doença e fornece dicas para evitar o contágio em meio às novas variantes. 

Grávidas têm maior risco de desenvolver a forma grave da covid-19?

“Em junho de 2020, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos relatou um dado impressionante: até aquela data, 31,5% das mulheres grávidas com covid-19 necessitaram de hospitalização, em comparação com 5,8% das mulheres não grávidas”, alerta a Dra. Maria Monica.

Ela também cita um estudo que traça o perfil da gestante que tem um risco ainda maior.

“Pesquisadores da University of Utah e da George Washington constataram que pacientes com mais idade, maior índice de massa corporal e com patologias associadas tendem a desenvolver covid-19 grave”, explica. 

Segundo ela, isso leva a um maior risco de óbito, de sangramento intenso e anormal após o parto, de cesarianas, de hipertensão e de parto prematuro.

“Na gestação, a mulher apresenta mudanças nos sistemas respiratório, imunológico e circulatório para que seu corpo possa estar preparado para o desenvolvimento fetal. O crescimento uterino leva à compressão do diafragma e a respiração fica mais superficial. Portanto, essas pacientes merecem maior atenção, apesar de ser cedo para apresentarmos dados estatísticos de relevância”, conta a Médica. 

Estou grávida e estou com suspeita de covid-19. O que devo fazer?

De acordo com a médica, é fundamental que a gestante mantenha o isolamento social e se afaste do trabalho no período da doença.

Há dois caminhos para procurar atendimento, a depender da gravidade dos sintomas. 

Em caso de sintomas leves, como tosse seca, febre, dor de cabeça, cansaço ou perda de olfato e/ou paladar, a gestante deve agendar uma teleconsulta com seu obstetra para:

– Buscar orientações quanto à covid-19.

– Solicitar o teste de PCR oronasal.

– Receber um atestado de afastamento.

– Dar seguimento ao pré-natal.

– Receber os pedidos de exames que forem necessários.

“Caso haja necessidade de consulta presencial, é preciso avisar a equipe do consultório, para evitar a contaminação de outras gestantes”, explica.

Em caso de sintomas que indicam piora, como os listados abaixo, a grávida deve procurar imediatamente o atendimento hospitalar. São eles:

– dificuldade para respirar e/ou falta de ar (quando não é possível terminar uma frase sem ter de tomar fôlego);

– dor no peito;

– saída de sangue quando tosse;

– tontura ou confusão (que podem indicar diminuição da oxigenação);

– febre que não melhora após uso de antitérmico (recomendado pelo obstetra);

– mialgia (dor muscular).

Além disso, vale o lembrete de que ainda não existe um tratamento cientificamente comprovado para a covid-19. “Não há relatos de tratamento para gestantes, apenas para seus sintomas, segundo a OMS”, explica a Médica. 

Covid-19 na gravidez pode afetar o bebê? 

De acordo com artigo publicado pelo Instituto Nascer, sob responsabilidade técnica do Obstetra Hemmerson Henrique Magioni

“Atualmente, não existem dados sugerindo um risco aumentado de aborto espontâneo ou perda precoce da gravidez em relação à covid-19. Como não há evidência de infecção fetal intrauterina com covid-19, atualmente é considerado improvável que haja efeitos congênitos do vírus no desenvolvimento fetal”, diz o trecho. 

Quais são os cuidados para prevenção da covid-19 na gravidez?

A Dra. Maria Mônica destaca que

“Em geral, as variantes de Manaus (P1), do Reino Unido (B1.1.7) e da África do Sul (501.V2) se mostraram mais contagiosas que as anteriores na população, e isso não poupa as gestantes”, afirma. 

Por isso, reforce todas as medidas para evitar a contaminação. Algumas dicas para as gestantes:

– prefira atendimento médico remoto para evitar contato com pessoas doentes;

– ao realizar os exames obstétricos, utilize máscara cobrindo nariz e boca, evitando tocá-la. Dê preferência às máscaras PFF2

– lave as mãos frequentemente com água e sabão, ou higienize-as com álcool em gel;

– pratique o distanciamento social, mantendo dois metros de distância de outras pessoas quando precisar sair de casa;

– prefira ambientes ventilados e fique o mínimo de tempo possível em ambientes fechados, como salas de espera e consultórios.

Este conteúdo foi produzido em abril de 2021, momento em que a transmissão do novo coronavírus está em sua pior fase no Brasil. Compartilhe essas informações com outras gestantes e ajude a conscientizar a população sobre os perigos da covid-19 na gravidez. 

Maria Monica Pereira é Ginecologista e Obstetra formada pelo Centro Universitário Lusíada (Santos/SP). Possui pós-graduação em Ultrassom Ginecológico e Obstétrico pelo CETRUS. É professora da disciplina de Sexualidade e Interação Clínica III no CUSC-SP. Atende em consultório em São Caetano/SP e é credenciada na Rede d’Or e no Hospital Santa Joana.

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