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Cuidados na gravidez: conheça os profissionais que podem acompanhar a sua

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Essenciais para a saúde da gestante e do bebê, os cuidados na gravidez devem acontecer durante o pré-natal, na hora do parto e no pós-parto. E nesses momentos cruciais,  uma série de profissionais ajudam a fazer dessa, uma experiência ainda mais agradável e longe de preocupações.

Para entender o papel de cada um deles nessa jornada, conversamos com a Médica Ginecologista e Obstetra Vania Carolina Pereira Stancka, que traça o panorama a seguir.

Médico obstetra

Segundo a doutora Vania, a escolha do obstetra deve ser feita antes mesmo de a mulher engravidar. Mas se isso não for possível, o mais importante é que ela confie no profissional.

“A gestante deve procurar saber a respeito desse médico e avaliar, principalmente, se ele está de acordo com o que ela pensa e com o que ela espera do parto. Ou seja, se ele está disposto a realizar os sonhos dela e se vai deixá-la segura nesse dia tão importante, colocando o bem-estar dela e o do bebê em primeiro lugar”, explica a doutora.

Nutricionista

O nutricionista tem um papel importante principalmente no pré-natal, porque, além de orientar como a gestante pode se alimentar e o que deve evitar, vai acompanhar o ganho de peso.

“Eu costumo indicar o acompanhamento de um nutricionista especialmente para as gestantes que já engravidam com sobrepeso ou com obesidade, e também para as que manifestam tendência a ter diabetes gestacional”, comenta Vania.

Fisioterapeuta

A partir das 20 semanas de gravidez, a doutora orienta o acompanhamento de um fisioterapeuta como mais um dos cuidados na gestação.

“O fisioterapeuta pode, por exemplo, corrigir a postura, aliviar o quadril com exercícios na bola e também fazer todo o preparo dos músculos do assoalho pélvico da mulher, que devem ser fortalecidos e preparados para o parto, independentemente se for normal ou cesárea”, explica a doutora.

Personal trainer ou educador físico

O ideal é que todo exercício físico feito durante a gestação possa contar com o acompanhamento de um personal trainer ou de um educador físico.

“Há profissionais especializados em gestantes e que possuem programas ideais para cada mês de gestação”, comenta Vania.

Doula

Além de oferecer diversos cuidados na gravidez, esta profissional é importante para acompanhar a gestante durante todo o trabalho de parto e na hora do nascimento do bebê.

“Ela pode, por exemplo, ajudar a colocar a paciente em posições mais confortáveis durante as contrações, fazer massagens e, principalmente, confortar e dar apoio à gestante nesse momento tão especial”, diz a doutora.

Anestesista

Durante o trabalho de parto, quando a gestante está com seis ou sete centímetros de dilatação, muitas vezes o anestesista é chamado, porque é neste momento que as contrações começam a ficar mais fortes.

“Ele é muito importante para aliviar a dor da gestante e faz todo o acompanhamento durante e após o parto”, revela ela.

Enfermeira obstetra

Ela atua junto com o obstetra ao fazer as medicações e instalar os exames necessários para o médico saber o momento de realizar o parto.

“Essa profissional também atua para o bem-estar do bebê e o da mãe”, comenta Vania.

Psicólogo

Com o aumento da progesterona, é muito comum que no início da gravidez a gestante fique um pouco mais emotiva, depressiva e ansiosa. Mas caso isso se mostre estar um pouco fora de normal, o obstetra tende a indicar o apoio de um psicólogo.

“Eu costumo avaliar se é algo passageiro, relacionado à parte hormonal. Se continuar após o primeiro trimestre, faço o encaminhamento para um psicólogo”, explica a Ginecologista.

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Doutora Vania Carolina Pereira Stancka é Médica Ginecologista e Obstetra e trabalha, principalmente, com ginecologia integrativa com base na longevidade saudável, modulação hormonal e ortomolecular. Ela atua em São Paulo (SP) e mantém um canal no Instagram:  @dravaniacarolina


Confira outras dicas da Ginecologista e Obstetra Vania Carolina Pereira Stancka em nosso Instagram

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O que é o assoalho pélvico?

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O assoalho pélvico é a região do corpo que fica no chão da pelve, engloba um conjunto de músculos, ligamentos e fáscias, envolvendo o clitóris, a uretra, vagina e o ânus. É responsável pela continência urinária, fecal, de flatos, por ajudar ou atrapalhar na relação sexual, dar suporte para a bexiga, o intestino e o útero, por estabilizar a coluna e, ainda, absorver impacto quando andamos ou pulamos, por exemplo.

Mas, o que isso significa?

“Esse conjunto de músculos responde em todo aumento de pressão intra-abdominal, ou seja, quando tossimos, espirramos ou movimentamos o braço, esses músculos se contraem involuntariamente. Por isso, estão o tempo inteiro ativos, e só relaxam mesmo quando a gente faz xixi, coco, no pum e durante o parto”, diz a Fisioterapeuta Laura Della Negra, especialista em assoalho pélvico.

Ela explica que podemos dividir a região em duas camadas: a primeira é mais externa e superficial e está ligada ao clitóris, à uretra e à vagina; e a camada mais profunda e a mais forte do assoalho pélvico está mais relacionada com o ânus, que corresponde a quase 90% do assoalho pélvico.

O assoalho pélvico na gestação

Durante a gravidez, a musculatura dessa região sofre alterações relacionadas à sobrecarga, pelo aumento de peso do útero sobre o assoalho pélvico, e hormonais. A bexiga também muda de posição, daí o motivo da incontinência urinária.

Laura comenta que alguns autores acreditam que a gestação é a causa das disfunções do assoalho pélvico, independentemente da via de parto, pois há uma alteração no colágeno.

“No parto cesárea, por exemplo, com o corte feito na barriga da mulher, pode ser modificada a conexão entre o abdômen e o assoalho pélvico. Isso, no longo prazo, pode trazer disfunções como incontinência urinária ou dor nas costas”, explica Laura.

Como cuidar?

Para cuidar da região durante a gestação e prepará-la para o parto, Laura explica que o mais importante é, primeiro, estar ciente da função que essa região exerce no corpo.

“Quando a gente tem consciência e sabe como o assoalho pélvico contrai, fica mais fácil aprender como controlá-lo e relaxá-lo. A prática de treinamento dessa região tem um intuito de prevenir o desenvolvimento de incontinência e fecal e preparar essa musculatura para o parto vaginal”, comenta ela.

Exercícios para o parto

Após o terceiro mês de gestação, com a liberação do obstetra, a gestante pode procurar um fisioterapeuta especializado para realizar alguns exercícios úteis. Exercícios, por exemplo, para ajudar a criar mobilidade na pelve, massagem perineal, além de exercícios respiratórios, que irão ajudar o trabalho de parto e deixar a mulher mais tranquila.

“Eu uso também o HypnoBirthing, técnica que aprendi e que ajuda a mulher a ficar mais tranquila e confiante para o parto, conectada com ela e com o bebê”, explica Laura.

Ajudar a escolher a melhor posição para o parto também é importante.

“É bom que a mulher saiba, por exemplo, que o parto vertical é melhor para ela, pois a gravidade faz toda a diferença. Afinal, fazemos xixi e evacuamos sentadas. Quando estamos a favor da gravidade, as contrações uterinas são menos doloridas”, diz ela.

Tudo isso contribui para quando o bebê chegar.

“Se a gestante se preparar, se usar técnicas de respiração e de mobilização pélvica, que ajudam o bebê a encaixar, provavelmente ela terá menos dor e, assim, terá um parto mais tranquilo”, comenta a Fisioterapeuta.

De forma geral, tudo isso será importante e benéfico para a mulher.

“Quanto mais ativa e informada a gestante estiver no trabalho de parto, e menos intervenções ela sofrer, isso pode proporcionar um assoalho pélvico mais íntegro e funcional, o que favorece sua qualidade de vida a qualquer tempo”, explica a Fisioterapeuta.

E no pós-parto?

Laura destaca que, 45 dias após o parto, é recomendável realizar uma avaliação com a fisioterapeuta para avaliar a musculatura do assoalho pélvico. Assim, é possível identificar alguma tensão e tratá-la ou passar exercícios para fortalecimento ou relaxamento, para melhora da postura e respiratórios, que influenciam e muito o assoalho pélvico.

“O assoalho pélvico é uma região muito importante do corpo e tem muita interferência em nossa vida sexual, porque essa musculatura está envolvendo o clitóris. Quando a mulher tem uma boa consciência sobre o assoalho pélvico, então, ela tem mais capacidade de entender o que é bom para ela”, diz Laura.

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Laura Della Negra é Fisioterapeuta especialista em reabilitação do assoalho pélvico desde 2006. Ela atua em São Paulo (SP) e mantém um perfil no Instagram sobre o tema, é o @assoalhopelvico


Você pode conferir mais sobre o assunto. É só acessar outras dicas da Fisioterapeuta Laura Della Negra em nosso Instagram

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